Cidadão dos EUA está entre detidos suspeitos pelo assassinato do presidente haitiano

© REUTERS / Andres Martinez Casares

Pelo menos um dos seis suspeitos presos durante uma operação policial no Haiti foi identificado como cidadão norte-americano. Outras quatro pessoas foram mortas durante as buscas pelo assassino do presidente haitiano.

Um cidadão norte-americano está entre os seis suspeitos presos durante uma operação policial em andamento no Haiti que busca os responsáveis pelo assassinato do presidente Jovenel Moïse, de 53 anos, nesta quarta-feira (7). Durante a operação, outros quatro suspeitos teriam sido mortos.

O nome do cidadão dos EUA foi divulgado, ele seria James Solages e teria ascendência haitiana. O suspeito foi preso junto com outras cinco pessoas que serão investigadas pelo assassinato de Moïse. Pelo menos um outro detido também pode ser norte-americano, segundo publicação do Washington Post nesta quinta-feira (8), citando o ministro das Eleições e Relações Interpartidárias haitiano.

Jornalistas ao lado de mural com imagem do presidente do Haiti, Jovenel Moïse, perto da residência onde ele foi assassinado, Haiti, 7 de julho de 2021
© AP PHOTO / JOSEPH ODELYN Jornalistas ao lado de mural com imagem do presidente do Haiti, Jovenel Moïse, perto da residência onde ele foi assassinado, Haiti, 7 de julho de 2021

De acordo com reportagem da Reuters, o chefe de polícia local, Leon Charles apelou à população para que coopere com as forças de segurança e não cause distúrbios, depois que uma multidão se formou em frente a uma delegacia de polícia na capital Porto Príncipe aos gritos de “queimem-nos”, se referindo aos suspeitos detidos e chegaram a atear fogo em um veículo que presumiram ser dos suspeitos, de acordo com imagens transmitidas pela mídia haitiana.

A morte de Jovenel Moïse gerou confusão sobre quem é o legítimo líder do país de 11 milhões de habitantes, que divide a ilha Hispaniola com a República Dominicana. O que seria preocupante para a nação que luta para alcançar a estabilidade desde a queda da ditadura dinástica de Duvalier em 1986.

“Posso imaginar um cenário em que há questões sobre quem as Forças Armadas e a polícia nacional são leais, no caso de haver reivindicações rivais de ser o presidente substituto do país”, disse Ryan Berg, analista do Centro Estratégico e Estudos Internacionais (CSIS, na sigla em inglês).

As autoridades não deram o motivo do assassinato de Jovenel Moise. No ataque à residência do presidente, a primeira-dama também ficou ferida.

Fonte: Sputnik Brasil