Senadores da CPI da Covid acusam Ministério da Saúde e Marcelo Queiroga de obstruírem investigações

© Foto / Jefferson Rudy / Agência Senado

Principais representantes da CPI fizeram coro nessa sexta-feira (25) declarando que Ministério da Saúde e ministro Marcelo Queiroga estão dificultando investigação mais rápida e profunda em torno da compra de vacinas para COVID-19.

Nesta sexta-feira (25), logo no início da oitiva de hoje, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), acusou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de atrapalhar as investigações acerca da compra de vacinas, segundo o portal UOL.

Aziz foi apoiado por outros membros da CPI e o vice-presidente, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que o Ministério da Saúde estava omitindo documentos que já haviam sido solicitados pelo grupo de senadores.

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito, senador Renan Calheiros (MDB-AL), também endossou o discurso dos senadores ao reclamar sobre a demora do Ministério da Saúde em autorizar o acesso de uma equipe especializada aos processos administrativos relacionados à compra de vacinas contra a COVID-19.

Segundo Calheiros, o ministro Marcelo Queiroga, estaria deliberadamente criando obstáculos para fornecer essas informações e, assim, dificultar a investigação.

“Hoje [25], mais uma vez, fizemos um contato com a assessoria parlamentar do Ministério da Saúde, que disse que a questão dependeria de uma reunião com o ministro [Queiroga] que só seria realizada amanhã [26]. Precisamos dizer que esta CPI não vai — até porque não pode — aceitar essas manobras obstrutivas e protelatórias do governo”, disse o senador citado pela mídia.

Em seguida, Calheiros pediu ao presidente da CPI que “tome as providências enérgicas contra obstruções do ministro Marcelo Queiroga, que, inclusive, já é investigado nesta própria CPI”.

“É necessário reiterar as responsabilizações que existem sobre a omissão de documentos à CPI. Esta não é a única. Outras informações que estão sendo pedidas por essa CPI estão vindo erradamente, ou não vem. Tem tido omissão deliberada por parte do governo”, completou o senador.

Fonte: Sputnik Brasil