Bolsonaro sugere que a China criou a COVID-19 e uma ‘guerra química’

© Foto / Carolina Antunes/Divulgação/Palácio do Planalto

O presidente do Brasil insinuou nesta quarta-feira (5) que a China pode ter criado o coronavírus em um laboratório como parte de uma “guerra química”.

Em uma série de ataques à CPI da COVID-19, Bolsonaro disse também que a comissão de parlamentares que investiga as ações do governo federal durante a pandemia deveria convidar especialistas que defendem o “tratamento precoce” contra o coronavírus.

“É um vírus novo, ninguém sabe se nasceu em laboratório ou nasceu porque um ser humano ingeriu um animal inadequado. Mas está aí. Os militares sabem o que é guerra química, bacteriológica e radiológica. Será que não estamos enfrentando uma nova guerra? Qual o país que mais cresceu seu PIB? Não vou dizer para vocês”, disse Bolsonaro durante evento no Palácio do Planalto.

Apesar do presidente não ter citado nomes, a China foi o único país a crescer durante 2020, com um aumento de 2,3% em seu Produto Interno Bruto (PIB).

Bolsonaro também reclamou de um requerimento aprovado pela CPI que pede os registros de todos os seus deslocamentos desde março de 2020. A comissão na Câmara dos Deputados quer investigar as aglomerações nesses deslocamentos, e se o presidente brasileiro desrespeitou as recomendações do Ministério da Saúde.

“Recebo agora documentos da CPI para dizer onde eu estava nos meus últimos fins de semana. Não interessa onde eu estava. Respeito a CPI. Estive no meio do povo. Tenho que dar exemplo. É fácil para mim ficar dentro do Palácio da Alvorada. Tem tudo lá”, contestou.

Vale lembrar que, após uma missão em Wuhan, na China, a OMS divulgou em março deste ano um relatório que rejeita a possibilidade do vírus da COVID-19 ter sido criado artificialmente.

Em São Paulo, um protesto de apoiadores do governo Bolsonaro se manifesta contra as medidas de isolamento social em meio à pandemia da COVID-19, em 1º de maio de 2021
© FOLHAPRESS / PHOTO PRESS / BRUNO ESCOLASTICO Em São Paulo, um protesto de apoiadores do governo Bolsonaro se manifesta contra as medidas de isolamento social em meio à pandemia da COVID-19, em 1º de maio de 2021

Fonte: Sputnik Brasil