Reitor da Uefs explica motivo da demolição da ‘Senzala’ Na última sexta-feira (12), a administração da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs),demoliu a ‘Senzala’, conhecido espaço da instituição que era utilizado por muitos estudantes. A vistoria técnica da Universidade, constatou que o telhado encontrava-se bastante danificado, devido, principalmente, à ação da queda de galhos da árvore situada próximo ao prédio. Em entrevista ao Acorda Cidade, o reitor da unidade de ensino, Evandro Nascimento, explicou que o local tinha sido construído há mais de 20 anos, como forma de ser um espaço para debates e discussões da própria comunidade universitária. Contrário a decisão tomada pela administração da Uefs, o graduado em Licenciatura em Letras-Espanhol, Matheus Silva do Carmo, destacou que o espaço, a ‘Senzala’, era o local responsável pela cultura e manifestações dentro e fora da Universidade. Segundo ele, o local é considerado um patrimônio imaterial de Feira de Santana. “O objetivo era arrancar de um espaço, o que a gente não tinha dentro de uma Universidade livre e aberta, um local responsável pela cultura, pelas manifestações dentro e fora da Universidade. Lá na Senzala, a gente encontrava livros que não encontrava dentro da biblioteca, encontra música de vinil, fitas, um verdadeiro acervo que eram doados por professores, estudantes e nesta semana, ficamos sabendo da derrubada da Senzala, mais uma perda, não só para o nosso legado acadêmico, mas quem perde, é a cultura e a arte de Feira de Santana como um todo. A Senzala, era um patrimônio imaterial da cidade, queira a reitoria institucionalizá-la ou marginalizá-la. Mas a Senzala continua viva dentro de cada um de nós artistas feirenses, e quem é artista, sabe disso. Ficamos indignados porque se trata de golpe atrás de golpe, mas a Senzala resistiu a tempos sombrios de reitorias, porque antes, tínhamos uma reitoria muito mais fechada do que hoje”, afirmou Matheus ao Acorda Cidade.. De acordo com ele, nunca foi cogitada a possibilidade da ‘Senzala’ ser destruída. “Fomos pegos de surpresa, inclusive desagradável porque não esperávamos que ela fosse demolida, porque já passamos por tempos tão difíceis, mas agora a reitoria vem com esta demolição. Acredito que a gente poderia rever isso, dialogar, porque aquele espaço transforma pessoas, um espaço para o bem comum e em tempos de pandemia com as portas fechadas, em pleno Novembro Negro, derrubaram a Senzala. Mês que tanto a gente preza pela Consciência Negra, somos atacados com este golpe, portanto é lamentável, assim como estamos vendo no Centro Cultural Amélio Amorim, que também é importante e vimos aí o descaso com a abóbora, a Boate Jerimum, um patrimônio que está se perdendo, mas ninguém fala nada. Agora temos aí com esta da Uefs e vamos ver até quando nós vamos perder as coisas, iremos ver quantas bibliotecas terão que ser queimadas para aprender que precisamos das bibliotecas, então eu acho que a gente poderá se organizar enquanto sociedade e buscar alternativas para a manutenção dos nossos valores e não destruir”, concluiu. Com informações dos repórteres Ed Santos e Maylla Nunes do Acorda Cidade

 

Na última sexta-feira (12), a administração da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs),demoliu a ‘Senzala’, conhecido espaço da instituição que era utilizado por muitos estudantes.  A vistoria técnica da Universidade, constatou que o telhado encontrava-se bastante danificado, devido, principalmente, à ação da queda de galhos da árvore situada próximo ao prédio.

 

Em entrevista ao Acorda Cidade, o reitor da unidade de ensino, Evandro Nascimento, explicou que o local tinha sido construído há mais de 20 anos, como forma de ser um espaço para debates e discussões da própria comunidade universitária.

 

Contrário a decisão tomada pela administração da Uefs, o graduado em Licenciatura em Letras-Espanhol, Matheus Silva do Carmo, destacou que o espaço, a ‘Senzala’, era o local responsável pela cultura e manifestações dentro e fora da Universidade. Segundo ele, o local é considerado um patrimônio imaterial de Feira de Santana.

 

“O objetivo era arrancar de um espaço, o que a gente não tinha dentro de uma Universidade livre e aberta, um local responsável pela cultura, pelas manifestações dentro e fora da Universidade. Lá na Senzala, a gente encontrava livros que não encontrava dentro da biblioteca, encontra música de vinil, fitas, um verdadeiro acervo que eram doados por professores, estudantes e nesta semana, ficamos sabendo da derrubada da Senzala, mais uma perda, não só para o nosso legado acadêmico, mas quem perde, é a cultura e a arte de Feira de Santana como um todo. A Senzala, era um patrimônio imaterial da cidade, queira a reitoria institucionalizá-la ou marginalizá-la. Mas a Senzala continua viva dentro de cada um de nós artistas feirenses, e quem é artista, sabe disso. Ficamos indignados porque se trata de golpe atrás de golpe, mas a Senzala resistiu a tempos sombrios de reitorias, porque antes, tínhamos uma reitoria muito mais fechada do que hoje”, afirmou Matheus ao Acorda Cidade..

De acordo com ele, nunca foi cogitada a possibilidade da ‘Senzala’ ser destruída.

 

“Fomos pegos de surpresa, inclusive desagradável porque não esperávamos que ela fosse demolida, porque já passamos por tempos tão difíceis, mas agora a reitoria vem com esta demolição. Acredito que a gente poderia rever isso, dialogar, porque aquele espaço transforma pessoas, um espaço para o bem comum e em tempos de pandemia com as portas fechadas, em pleno Novembro Negro, derrubaram a Senzala. Mês que tanto a gente preza pela Consciência Negra, somos atacados com este golpe, portanto é lamentável, assim como estamos vendo no Centro Cultural Amélio Amorim, que também é importante e vimos aí o descaso com a abóbora, a Boate Jerimum, um patrimônio que está se perdendo, mas ninguém fala nada. Agora temos aí com esta da Uefs e vamos ver até quando nós vamos perder as coisas, iremos ver quantas bibliotecas terão que ser queimadas para aprender que precisamos das bibliotecas, então eu acho que a gente poderá se organizar enquanto sociedade e buscar alternativas para a manutenção dos nossos valores e não destruir”, concluiu.

 

Com informações dos repórteres Ed Santos e Maylla Nunes do Acorda Cidade